8.5.07

Sweet Cherry Fury

Em 2004, depois de uma idéia de amigas de infância, algumas idéias e gostos em comum, surgia o Sweet Cherry Fury.
A banda é de Santos/SP e já dividiu o palco com bandas de rock nacional.

O Sweet Cherry Fury é composto atualmente por: Marcella Marinello (vocal), Nika (baixo), Isabela (teclado), Marina (guitarra), Guilherme (guitarra) e Mariana (bateria).

Em 2005, lançaram a demo "Skirts Show Rock" contendo 3 músicas, sendo elas: Main Suite, Pussy Cat e Martini Cocktail, além de covers de bandas já conhecidas.

Após passar por três formações, a banda esteve entre os finalistas do concurso "The Next Big Thing" da BBC de Londres, onde lá tocaram e receberam elogios e críticas de nada mais, nada menos que James Brown e o baterista da banda The Libertines, Gary Powell. A música que os levou até a BBC foi "Cold Blond Body", gravada no "Banho de Estúdio", um quadro que existe no programa de TV do Trama Virtual.

Participaram também do concurso "No Capricho", onde rolou uma disputa de mais de 300 bandas, onde foram vencedores e tocaram com o já consagrado Forgotten Boys e o Rock Rocket.

Influenciados por Bikini Kill, The 5 6 7 8's, The Donnas e Sahara Hotnights, o Sweet Cherry Fury se define como "rockgrlmthrfckrbillychicks", brincadeira com o nome da mistura que fazem, de batidas de ska e rockabilly, até batidas eletrônicas.


Confira entrevista das integrantes Marina e Nika:


Como foi o início da banda?


Nika: Começou comigo e com a Marina. A gente já se conhecia de infância (nossos pais eram conhecidos) e quando voltamos a nos falar percebemos que tinhamos isso em comum. Ambas estavam aprendendo a tocar um instrumento. Resolvemos montar a banda, com umas amigas e começou a rolar. Mudamos de formações até encontrar uma que fosse compatível.


Quantas formações rolaram? Vocês sabem ao certo?

Nika: Três: a de início, que não durou muito tempo, depois a que começamos a fazer shows pela cidade, que durou perto de 1 ano, e a atual.

Como escolheram a vocalista atual?


Marina: A Marinelli começou a namorar com um amigo em comum, a gente estava procurando alguma menina simpática, que não fosse tímida, com um visual bonito e que cantasse legal... Alguém que tivesse a cara da SCF. Um dia ela foi em um ensaio e cantou algumas músicas com a gente, nós gostamos do jeito dela e ela ficou.


Como foi a escolha do nome da demo ''Skirts Show Rock"?

Marina: Bem, a gente estava querendo um nome que tivesse a ver com meninas e rock. Aí a ex-baterista disse esse nome e de cara concordamos.

Quem é a menina na capa de "Skirts Show Rock"? Onde foi tirada a foto?

Marina: Nós fomos tirar fotos na praia, daqui de Santos, no Boqueirão e tivemos a idéia de tirar foto de alguma menininha bonita, que se mostrasse raivosa. Passou uma moça com duas crianças, fomos falar com ela e a menina logo se empolgou. Foi na frente das flores e ficou fazendo pose.

E o que vocês fazem além da banda?


Marina: Eu fui agora pro 2º ano do ensino médio, o Guilherme acho que vai fazer cursinho, a Isabela faz faculdade aqui em Santos, a Nika trabalha e faz faculdade em SP, a Mariana vai fazer cursinho, e se não me engano e a Marinelli vai fazer cursinho também.

Como conciliam banda com as outras atividades?

Marina: Todo mundo tem outras coisas para fazer além da banda: estudos, namorados, familia... Mas a gente consegue conciliar tudo direitinho. Nós sabemos dos compromissos que cada um tem, sem contar que temos apoio de todo mundo que nos cerca, então facilita muito.

Quem escreve as letras? E porque optaram pelo inglês?

Marina: Todos os integrantes participam das produções das musicais, tanto no instrumental como nas letras. Nós optamos pelo inglês porque tem mais a ver com o nosso som, encaixa melhor nas músicas. Já tentamos fazer letras em português, mas não ficou muito bom. Tocamos um cover que é em português (whisky a gogo) e é bem legal e uma coisa que incentiva muito as letras serem em inglês é o fato de termos influências de bandas de fora, que cantam em inglês.

Falando em cover, vocês faziam versões de quem?

Marina: Bikini Kill, The 5 6 7 8's, The Donnas e Sahara Hotnights.

Ainda fazem essas covers?


Marina: Tocamos às vezes em shows, mas estamos sempre variando.

Qual o estilo que a banda se define?

Marina: Não nos definimos pois temos influências de muitos estilos musicais, desde batidas de ska e rockabilly, até batida eletrônica, então não conseguimos nos definir, e é até legal isso! Fazemos uma brincadeira com o nome do estilo de música que tocamos e deu em "rockgrlmthrfckrbillychicks".

Que legal isso! À princípio, a idéia de vocês era ser uma banda feminina? Como foi a entrada do Guilherme?

Marina: Nunca nos limitamos à isso, sempre estivemos abertas a qualquer coisa nova, então quando conhecemos o Gui achamos ele a cara da banda. Ele já conhecia o nosso som mas nem se interessava muito, aí surgiu o convite pra ele tocar com a gente e fomos nos conhecendo.A entrada dele foi ótima, conseguimos colocar ingredientes que faltavam.

Como é a cena musical em Santos? São amigos de outras bandas?

Marina: A cena musical de Santos é mais virada para o hard core, metal core etc. Não somos amigos de muitas bandas, mas conhecemos o cenário daqui!

Acho que todos perguntam isso: Porque o fusca? Ele representa ser o símbolo da banda?

Marina: Tenho um amigo que sempre brincou com o nome da banda, ele sempre falava "Sweet Cherry Fusca".Um dia, saindo de um ensaio, demos de cara com um fusca vermelho e começamos a tirar fotos nele, aí pegou, mas ele não é o simbolo da banda, é apenas uma brincadeira.

Acha que a internet trouxe muitos benefícios pra banda?


Marina: Muuuuitos! É o melhor meio de divulgar o nosso som e notícias sobre a banda e faz com que a gente tenha contato com gente que nos conhece de todos os lugares do mundo!

Quem faz a divulgação da banda?

Marina: Todos da banda, amigos, família, namorados...

Onde vocês costumam ensaiar? E com que freqüência ensaiam?

Marina: Ensaiamos em estúdios de Santos mesmo. Geralmente fazemos ensaio caseiro toda semana e ensaios em estúdios no fim de semana.

Como chegaram no festival "No Capricho"? O que significou pra banda vencer de 315 bandas de todo o país?

Marina: Nos inscrevemos sem saber muito o que ia rolar. Tocamos com bandas que gostamos muito do cenário do rock'n'roll nacional, como Forgotten Boys e Rock Rocket. Foi muito importante pra gente! Com certeza foi um grande passo para as pessoas conhecerem o nosso som, muita gente nunca tinha ouvido falar da gente e acabou virando fã depois do "No Capricho".

E quem teve a idéia de se inscrever no "The Next Big Thing"?

Marina: Quem nos mostrou o concurso foi a nossa amiga Flávia Durante. Ela nos mandou um email falando sobre como se inscrever e disse que seria legal. Nos inscrevemos mas não tínhamos noção do tamanho do concurso.

Quais eram os requisitos pra participar?

Marina: Que eu me lembre o único requisito era ter menos de 18 anos.

Foi surpresa pra vocês fazerem parte dos 20 participantes?

Marina: Na verdade participaram mais de 3000 bandas (não me lembro direito) do mundo todo. Foram selecionadas 20 bandas e depois 7.Foi uma grande surpresa, não tinhamos a mínima noção do que estava acontecendo e o que ainda ía acontecer!

Como foi ficar entre os 7 finalistas do concurso?

Marina: Poxa, foi uma baita realização! Nenhum integrante da banda havia ido para a Europa antes, foi muito bom!

E como rolou o dia da apresentação?

Marina: Estava todo mundo meio nervoso, mas demos uma relaxada antes de se apresentar. Ficamos ouvindo tudo o que rolava por um rádio e estávamos acompanhados pelo pessoal das outras bandas. Na hora de se apresentar nós fizemos do jeito de sempre, mas rolou um nervosismo.

Como era a convivência com essas outra bandas?

Marina: Nós nos demos muito bem! Saímos com o pessoal do MLK and The Dreamers, com o Stefan (pegou o 2º lugar) e continuamos falando com eles pela internet.

Como foi pra banda receber elogios de James Brown e Gary Powell dos Libertines?

Marina: Foi como uma realização, todos nós gostamos de Libertines e do grande James Brown. Não sabíamos que eles seriam jurados, e receber elogios e críticas deles foi um aprendizado.

Quanto tempo a banda ficou por lá?

Marina: Ficamos por 6 dias.

Tiveram festa quando voltaram pra Santos? Como foi?

Marina: Nossos amigos, namorados e família estavam nos esperando no aeroporto, ganhamos parabéns de muitas pessoas, foi bem legal.

Como foi a escolha do novo nome do novo disco, "Queen's Way"? Como estão as gravações?

Marina: O nome do novo disco tem um duplo sentido, que é o forte da Sweet Cherry Fury: brincar com a ambigüidade. Pretendemos começar as gravações daqui uma semana.

E o clipe de "Cold Blond Body"?

Marina: Ainda não temos muita coisa definida para o clipe, mas estamos correndo atrás disso. Muita gente está pedindo!

Quais os projetos da banda pros próximos anos?

Marina: Pretendemos continuar com shows, produzir mais músicas, produzir um álbum, ter apoio de alguma gravadora e ser reconhecido no Brasil e lá fora.


Veja esse vídeo da banda no Progama TramaVirtual:


5 comentários:

Luciana disse...

Muito boa a proposta do blog de vcs!
Mandou bem no post Bruno, vou procurar essa banda lá no MySpace.

Bjos

Sabrina Machado disse...

Eu vi uma matéria dessa banda no jornal, e eles estavam elogiando e mto...

Mandou bem jesus...

vou ouvir pra ver se aprovo!!!

cuidado com emails invadidos, viu!

Carlos Eduardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Eduardo disse...

Oi Jeeee!!! hahahahahau

Cara, eu nem li seu post, essa entrevista é muito longa porra!!

Mas qualquer hora eu passo e leio tudo pra conhecer melhor a banda também.. sei que é formada por jovens ainda... depois eu volto ae.. hauhauhauhau

Abraço!!

Lívia Lima disse...

Jesus adorei o blog de vocês...eu conheço muito pouco de música alternativa e acho que esse vai ser um espaço pra eu aprender mais...
Parabéns!!!!!!!!!!